{"id":992,"date":"2020-12-11T09:21:00","date_gmt":"2020-12-11T12:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/domingoseadvogados.com.br\/?p=992"},"modified":"2020-12-07T16:22:42","modified_gmt":"2020-12-07T19:22:42","slug":"vendedora-que-pediu-demissao-por-whatsapp-sem-saber-de-gravidez-nao-tem-direito-a-estabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/domingoseadvogados.com.br\/index.php\/2020\/12\/11\/vendedora-que-pediu-demissao-por-whatsapp-sem-saber-de-gravidez-nao-tem-direito-a-estabilidade\/","title":{"rendered":"Vendedora que pediu demiss\u00e3o por WhatsApp sem saber de gravidez n\u00e3o tem direito \u00e0 estabilidade"},"content":{"rendered":"\n<p>A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve o indeferimento do reconhecimento do direito \u00e0 estabilidade por gravidez de uma vendedora da Maricota La\u00e7os e Flores Ltda., loja de roupas e acess\u00f3rios infantis de Uberaba (MG), registrada com o nome de CS \u2013 Confec\u00e7\u00f5es e Com\u00e9rcio Ltda. A trabalhadora, que pediu demiss\u00e3o por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp sem saber que estava gr\u00e1vida, tentava rediscutir o caso no TST por meio de agravo, mas o apelo foi rejeitado pelo colegiado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Demiss\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de primeiro grau julgou improcedentes os pedido de nulidade do pedido de demiss\u00e3o, de reconhecimento do direito \u00e0 estabilidade da gestante e de rescis\u00e3o indireta do contrato, diante de contradi\u00e7\u00f5es nas alega\u00e7\u00f5es da empregada a respeito dos motivos da demiss\u00e3o. A senten\u00e7a concluiu que o contrato fora rompido por iniciativa da vendedora, sem nenhum v\u00edcio de consentimento, numa mensagem de WhatsApp para a empregadora, e ratificada&nbsp;em outro documento. Aplicou, ainda, multa por litig\u00e2ncia de m\u00e1-f\u00e9 \u00e0 profissional, por ter alterado a verdade dos fatos para obter lucro indevido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Desconhecimento da gravidez<\/h4>\n\n\n\n<p>Ao recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho da 3\u00aa Regi\u00e3o (MG), a vendedora sustentou que, ao pedir demiss\u00e3o, desconhecia seu estado grav\u00eddico. A senten\u00e7a, contudo, foi mantida. Segundo o TRT, a empregada, em seu depoimento, declarou expressamente que apresentara o pedido por escolha pr\u00f3pria, sem fazer ressalva relativa \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de trabalho ou descumprimento de obriga\u00e7\u00f5es contratuais, o que afasta a garantia de emprego.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Sem estabilidade<\/h4>\n\n\n\n<p>O ministro Breno Medeiros, relator do agravo da vendedora, salientou que a decis\u00e3o do TRT est\u00e1 em harmonia com a jurisprud\u00eancia do TST de que a garantia constitucional de estabilidade provis\u00f3ria no emprego da gestante n\u00e3o abrange o pedido de demiss\u00e3o. A seu ver, \u00e9 irrelevante o fato de a empregada desconhecer o seu estado grav\u00eddico no momento do pedido, pois a estabilidade, prevista no artigo 10, II, \u201cb\u201d, do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm#adct\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ADCT<\/a>), \u00e9 para os casos de dispensa arbitr\u00e1ria ou sem justa causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a Turma negou provimento ao agravo e aplicou a multa prevista no artigo 1.021, par\u00e1grafo 4\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CPC<\/a>), de R$ 1 mil, equivalente a 1% do valor da causa (R$ 100 mil), em favor da empregadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte &#8211; TST &#8211; (LT\/CF) &#8211; Processo: RR-0011778-73.2016.5.03.0041 &#8211; Fase Atual: Ag<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve o indeferimento do reconhecimento do direito \u00e0 estabilidade por gravidez de uma vendedora da Maricota La\u00e7os e Flores Ltda., loja de roupas e acess\u00f3rios infantis de Uberaba (MG), registrada com o nome de CS \u2013 Confec\u00e7\u00f5es e Com\u00e9rcio Ltda. 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