{"id":970,"date":"2020-11-25T17:52:37","date_gmt":"2020-11-25T20:52:37","guid":{"rendered":"http:\/\/domingoseadvogados.com.br\/?p=970"},"modified":"2020-11-25T17:52:41","modified_gmt":"2020-11-25T20:52:41","slug":"direito-real-de-habitacao-sobre-imovel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/domingoseadvogados.com.br\/index.php\/2020\/11\/25\/direito-real-de-habitacao-sobre-imovel\/","title":{"rendered":"Direito real de habita\u00e7\u00e3o sobre im\u00f3vel"},"content":{"rendered":"\n<p>\u200b\u200bA Segunda Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) negou o pedido de uma vi\u00fava que pretendia ver reconhecido o direito real de habita\u00e7\u00e3o sobre o im\u00f3vel em que morava, comprado pelo seu falecido marido em copropriedade com um filho dele, antes do casamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi proferida em embargos de diverg\u00eancia opostos pela vi\u00fava contra ac\u00f3rd\u00e3o da Terceira Turma, segundo o qual, na hip\u00f3tese de copropriedade anterior ao \u00f3bito \u2013 que difere daquela adquirida com a morte do propriet\u00e1rio \u2013, n\u00e3o se pode falar em direito real de habita\u00e7\u00e3o do c\u00f4njuge sobrevivente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos embargos, alegando diverg\u00eancia de entendimentos sobre a mat\u00e9ria entre \u00f3rg\u00e3os julgadores do STJ, a vi\u00fava sustentou que o direito real de habita\u00e7\u00e3o limita o direito \u00e0 propriedade dos herdeiros, a fim de que o c\u00f4njuge sobrevivente tenha garantido o seu direito \u00e0 moradia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Exce\u00e7\u00e3o legislat\u200b\u200biva<\/h2>\n\n\n\n<p>A relatora, ministra Isabel Gallotti, afirmou que o direito real de habita\u00e7\u00e3o tem a finalidade de garantir moradia ao c\u00f4njuge ou companheiro sobrevivente, preservando o im\u00f3vel que servia de resid\u00eancia para a fam\u00edlia, independentemente do regime de bens, como estabelece o <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406.htm#art1831\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>artigo 1.831<\/strong><\/a> do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Trata-se de instituto intrinsecamente ligado \u00e0 sucess\u00e3o, raz\u00e3o pela qual os direitos de propriedade originados da transmiss\u00e3o da heran\u00e7a sofrem mitiga\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria em prol da manuten\u00e7\u00e3o da posse exercida pelos membros do casal&#8221;, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a ministra, como o direito real de habita\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o criada pelo legislador, n\u00e3o pode haver interpreta\u00e7\u00e3o extensiva para incluir no mesmo tratamento situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o previstas em lei \u2013 por exemplo, a hip\u00f3tese em que o im\u00f3vel seja objeto de copropriedade anterior com terceiros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Condom\u00ednio pre\u200b\u200b\u200bexistente<\/h2>\n\n\n\n<p>Em seu voto, a relatora destacou entendimento do ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, que, em caso semelhante ao analisado, ressaltou que &#8220;o direito real \u00e0 habita\u00e7\u00e3o limita os direitos de propriedade, por\u00e9m, quem deve suportar tal limita\u00e7\u00e3o s\u00e3o os herdeiros do <em>de cujus<\/em>, e n\u00e3o quem j\u00e1 era propriet\u00e1rio do im\u00f3vel antes do \u00f3bito&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a ministra, entendimento diverso possibilitaria, inclusive, a institui\u00e7\u00e3o de direito real de habita\u00e7\u00e3o sobre im\u00f3vel de propriedade de terceiros estranhos \u00e0 sucess\u00e3o, o que seria contr\u00e1rio \u00e0 finalidade da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No caso em debate, entendo que tal direito n\u00e3o subsiste em face do copropriet\u00e1rio embargado, cujo condom\u00ednio sobre a propriedade \u00e9 preexistente \u00e0 abertura da sucess\u00e3o do falecido (2008), visto que objeto de compra e venda registrada em 1978, antes mesmo do in\u00edcio do relacionamento com a embargante (2002)&#8221; \u2013 concluiu Isabel Gallotti.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte &#8211; STJ &#8211; EREsp 1520294<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u200b\u200bA Segunda Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) negou o pedido de uma vi\u00fava que pretendia ver reconhecido o direito real de habita\u00e7\u00e3o sobre o im\u00f3vel em que morava, comprado pelo seu falecido marido em copropriedade com um filho dele, antes do casamento. 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