{"id":655,"date":"2019-05-17T09:00:55","date_gmt":"2019-05-17T12:00:55","guid":{"rendered":"http:\/\/domingoseadvogados.com.br\/?p=655"},"modified":"2019-05-16T19:28:54","modified_gmt":"2019-05-16T22:28:54","slug":"gestante-consegue-anular-demissao-e-recebera-verbas-do-periodo-de-estabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/domingoseadvogados.com.br\/index.php\/2019\/05\/17\/gestante-consegue-anular-demissao-e-recebera-verbas-do-periodo-de-estabilidade\/","title":{"rendered":"Gestante consegue anular demiss\u00e3o e receber\u00e1 verbas do per\u00edodo de estabilidade"},"content":{"rendered":"\n<p>O Tribunal Superior do Trabalho\nreafirmou sua jurisprud\u00eancia de que o momento do conhecimento da gravidez pelo\nempregador, ou mesmo pela gestante, n\u00e3o retira da empregada o direito \u00e0\nestabilidade provis\u00f3ria. O tema foi abordado pela Primeira Turma no julgamento\ndo recurso de revista de uma auxiliar de servi\u00e7os gerais que descobriu que\nestava gr\u00e1vida somente depois de pedir demiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o processo, a auxiliar\ntrabalhou durante cinco meses para a Sanar Solu\u00e7\u00f5es Integradas Res\u00edduos Ltda.,\nde Duque de Caxias (RJ). Ap\u00f3s a gesta\u00e7\u00e3o, ela ajuizou a reclama\u00e7\u00e3o trabalhista\ninformando que estava gr\u00e1vida na data da rescis\u00e3o do contrato e pediu a\nanula\u00e7\u00e3o do pedido de demiss\u00e3o. A auxiliar ainda sustentou que n\u00e3o poderia ter\nsido demitida sem a homologa\u00e7\u00e3o da dispensa pelo sindicato da categoria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Boa-f\u00e9<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a do ju\u00edzo da 38\u00aa Vara\ndo Trabalho do Rio de Janeiro foi desfavor\u00e1vel \u00e0 empregada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0\nnulidade do pedido de dispensa. Segundo o ju\u00edzo, ela havia tido ci\u00eancia da\ngravidez em janeiro de 2015, mas s\u00f3 ajuizou a a\u00e7\u00e3o em outubro, e n\u00e3o havia informa\u00e7\u00e3o\nde que teria comunicado o fato ao empregador, a fim de ser reintegrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ju\u00edzo, a conduta da\nauxiliar demonstraria o interesse apenas em receber a indeniza\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de\nestabilidade sem ter que trabalhar, \u201cdemonstrando que deixou de agir com a\nboa-f\u00e9 objetiva ap\u00f3s o fim do contrato de trabalho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Irrelevante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a foi confirmada pelo\nTribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o (RJ), que justificou seu\nposicionamento com o fato de que foi a empregada que havia pedido demiss\u00e3o, e\nn\u00e3o a empregadora que a havia demitido e considerou irrelevante que, ao\nformalizar o pedido, a auxiliar ainda n\u00e3o soubesse da gravidez. Segundo o TRT,\no artigo 10, inciso II, al\u00ednea \u201cb\u201d, do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais\nTransit\u00f3rias (ADCT) protege a empregada gestante contra a dispensa arbitr\u00e1ria\nou injusta, \u201cmas n\u00e3o lhe assegura qualquer direito quando o pacto laboral se\nrompe por sua iniciativa\u201d. Sobre o argumento da necessidade da homologa\u00e7\u00e3o pelo\nsindicato, o TRT entendeu que, como a empregada tinha menos de um ano ao ser\ndesligada, a assist\u00eancia do sindicato era dispens\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jurisprud\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No exame do recurso de revista,\no relator, ministro Luiz Jos\u00e9 Dezena da Silva, destacou que, apesar de a\nrescis\u00e3o contratual ter ocorrido pela livre vontade da empregada, o TST tem-se\nposicionado no sentido de que o momento do conhecimento da gravidez pelo\nempregador, ou mesmo pela pr\u00f3pria gestante, n\u00e3o retira da&nbsp;empregada&nbsp;o\ndireito a estabilidade. \u201cEsse direito visa \u00e0 tutela, principalmente, do\nnascituro\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Homologa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O relator ressaltou ainda que,\nde acordo com o artigo 500 da CLT,&nbsp;o&nbsp;pedido de demiss\u00e3o de empregado\nest\u00e1vel s\u00f3 \u00e9 v\u00e1lido quando efetuado com&nbsp;assist\u00eancia sindical ou autoridade\ncompetente. &#8220;Por se tratar de empregada gestante portadora de estabilidade\nprovis\u00f3ria, o reconhecimento jur\u00eddico do seu pedido de demiss\u00e3o s\u00f3 se completa\ncom a assist\u00eancia do sindicato profissional ou de autoridade competente,\nindependentemente da dura\u00e7\u00e3o do contrato de trabalho&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro, da mesma\nforma que o desconhecimento do estado grav\u00eddico n\u00e3o afasta o direito \u00e0\nestabilidade, &#8220;tamb\u00e9m n\u00e3o afasta a necessidade de haver a assist\u00eancia\nsindical como requisito de validade da rescis\u00e3o de contrato de trabalho\ninferior a um ano formalizado com empregada gestante, ainda que por sua\niniciativa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela decis\u00e3o, a empregada ter\u00e1 a demiss\u00e3o convertida em dispensa sem justa causa e a empresa ter\u00e1 de pagar a indeniza\u00e7\u00e3o substitutiva correspondente ao per\u00edodo estabilit\u00e1rio, da data da dispensa at\u00e9 cinco meses ap\u00f3s o parto. <\/p>\n\n\n\n<p>Fonte \u2013 TST &#8211; (RR\/CF) Processo: RR-11588-13.2015.5.01.0038 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal Superior do Trabalho reafirmou sua jurisprud\u00eancia de que o momento do conhecimento da gravidez pelo empregador, ou mesmo pela gestante, n\u00e3o retira da empregada o direito \u00e0 estabilidade provis\u00f3ria. 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